O asfalto que pavimenta as vias
A nau enfrenta as ondas bravamente
A janela aberta faz com que a voz do vento seja ouvida
A pequena embarcação dos que lutam a boa guerra dirige-se para o seu último cais.
Carregada de muitos secos copos e corpos, enquanto o automóvel se embrenha pela excitante estrada dos excessos, onde os buracos fazem o caminho mais divertido.
A esperança de aportar faz com que a profana mistura de suor e sangue das largas costas dos que remam valha a pena.
A potência do motor é suficiente para incitar as mais escandalosas e naturais risadas de seus passageiros.
Dentro do barco, arrependimento e amargor, visto que foi só o sol se pôr e a densa noite encontrou sua cama preparada.
No carro, arrependimento é palavra proibida. Cada detalhe, do animado e do inanimado, sugerem que a beleza é o potencializador do imortal.
O capitão do bote observa, inexorável, inflexível, a cobrança da dívida que todo homem deve pagar. Seu trabalho é, invariavelmente, feito.
Já o carro não tem que o dirija. Porque o acaso é seu o melhor motorista.
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