domingo, 12 de julho de 2020

Ciranda

ando tão distante de ti
nas voltas que o  teu corpo me dá
escrevo cartas com tudo de mim
que se extraviam
nos becos escuros e estreitos do teu olhar

busco teu rosto no asfalto molhado
na lama pesada
na rosa mais simples
não aguento essa ciranda
de todo o velho e todo o novo
minha pele se inflama
e grito! na cama
pelos beijos teus
entre os dedos meus

ando tão distante de nós
nos tempos que minha mente criou
deixei poemas em tudo de mim
que se desbotam
nas esquinas paradas e cheias do teu olhar

busco teu gosto no beijo molhado
no riso pesado
no espinho mais simples
não aguento essa ciranda
de todo o velho e todo novo
minha pele se acalma
qual grito calado
pelos sonhos meus
entre os dedos teus

e a pele fronteira
que guarda a alma
separa a máscara
rompe o tecido
não aguento essa ciranda
de todo o novo e todo o velho
sopra o vento da realidade
pelos beijos teus
por entre os dedos meus
pelos carinhos que foram nossos... um dia.

com Luiz Pi Freitas

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