pele suada e molhada
boca sedenta e safada
olho fixado, mirada
violas e letras surradas
meu caderno rasurado e de linhas entrelaçadas se pergunta quando escreverei nele, outra vez, cada detalhe da tua respiração.
o autor está morto. o que resta sobrevive na tua interpretação.
mas que morte?
a morte do desejo, por exemplo.
que, de um jeito meio transcendente, ao se realizar, morre em um plano, pra renascer em outro.
e onde fica o poema?
na pequena semente
em cada lamento, um pedaço de gozo na terra
o que treme já foi um segredo
outra pequena semente
nos gritos mudos, o inteiro da revelação dos mares das tuas pernas
a força da maré nunca foi segredo
duas ondas entrelaçadas nos meus quadris.
nada é tão eterno quanto o efêmero vivido até a ultima gota.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
quarta-feira, 22 de julho de 2020
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