Um verão,
duas almas,
algumas carícias.
Quatro estações,
cinco copas,
tantas delícias.
Uma chance,
dois estágios,
sem lamentos.
Cinco encontros,
muitos beijos,
bons momentos.
Uma vontade,
oportunidade,
entra no carro...
Duas da manhã:
- "Tá tudo bem?"
- "Acende um cigarro."
Até que ponto,
enquanto se vive,
algo é mensurável?
Tudo é flor,
doce o sabor,
aroma agradável.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
domingo, 21 de janeiro de 2018
sábado, 20 de janeiro de 2018
Rabiscos
Ao som das águas
e sob o sol que insiste em se expor,
percebo almas,
na escura areia,
que almejam mais de sua existência
e suspiram
pelo que se anseia.
Entendo o sol,
que vê a si como dádiva.
Me pergunto se há
algo novo;
algo além da lágrima.
Encontro resposta no bater das asas de aves que,
ao transitarem desavisadas,
não reconhecem que a vida é mais do que se espera.
Quase sempre,
para enganar-se,
a mente se esmera.
No horizonte se escuta um frisson pausado...
do existir
silencioso de vidas que vêm e vão.
Vidas que nem sempre têm.
Mas vidas que sempre estão.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Amor, paixão e eu
Amor
a gente não cura,
porque não é dor.
Não há limite -
é só o meu palpite,
para o que se sente;
embora há quem tente,
ao deixar pendente
essa crença ardente
forte, contundente,
que se chama amor.
E a paixão?
Que te envolve,
tira o teu chão,
que te espreme,
e nem pede perdão.
Te isola num canto,
sem ouvir teu pranto,
roubando teu sono.
Ó, Deus... sei eu como!
Nem mais a palavra,
ou livro que eu abra,
me preenche o abismo
que tenho por paixão.
Quanto a mim...
Qual amargura escolhi sentir?
Qual sentimento causas, tu, em mim?
Enquanto escrevo versos,
corações dispersos,
pensamento altivo,
ouço o ruído,
da alta madrugada,
que já não traz mais nada,
de paixão ou amor.
a gente não cura,
porque não é dor.
Não há limite -
é só o meu palpite,
para o que se sente;
embora há quem tente,
ao deixar pendente
essa crença ardente
forte, contundente,
que se chama amor.
E a paixão?
Que te envolve,
tira o teu chão,
que te espreme,
e nem pede perdão.
Te isola num canto,
sem ouvir teu pranto,
roubando teu sono.
Ó, Deus... sei eu como!
Nem mais a palavra,
ou livro que eu abra,
me preenche o abismo
que tenho por paixão.
Quanto a mim...
Qual amargura escolhi sentir?
Qual sentimento causas, tu, em mim?
Enquanto escrevo versos,
corações dispersos,
pensamento altivo,
ouço o ruído,
da alta madrugada,
que já não traz mais nada,
de paixão ou amor.
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