Amor
a gente não cura,
porque não é dor.
Não há limite -
é só o meu palpite,
para o que se sente;
embora há quem tente,
ao deixar pendente
essa crença ardente
forte, contundente,
que se chama amor.
E a paixão?
Que te envolve,
tira o teu chão,
que te espreme,
e nem pede perdão.
Te isola num canto,
sem ouvir teu pranto,
roubando teu sono.
Ó, Deus... sei eu como!
Nem mais a palavra,
ou livro que eu abra,
me preenche o abismo
que tenho por paixão.
Quanto a mim...
Qual amargura escolhi sentir?
Qual sentimento causas, tu, em mim?
Enquanto escrevo versos,
corações dispersos,
pensamento altivo,
ouço o ruído,
da alta madrugada,
que já não traz mais nada,
de paixão ou amor.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
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