eu não te amo, eu te venero
eu não te amo, eu te espero
mesmo que amasse, não te diria
eu não te amo, mas bem que queria
queria, sim
porque amar-te seria mais ameno
o que sinto é maior, mais obsceno
foge de mim
eu não te amo, sinto por ti desprezo
tenho pra mim que também o sentes
porque sais quase nunca ileso
quando coloco sobre ti o meu peso
tua orelha entre os meus dentes
eu não te amo, e fim de discussão
não ouso parecer um molenga amoroso que não sou
se o fosse, que tens tu com isso?
agora, por que te idolatro, devo a ti explicação?
besta! basta de querer sempre o que não te dou
te dou minha vida, e queres meu amor depois disso?
te dei de mim tudo. como mais posso dizer que te amo?
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
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