Ao som das águas
e sob o sol que insiste em se expor,
percebo almas,
na escura areia,
que almejam mais de sua existência
e suspiram
pelo que se anseia.
Entendo o sol,
que vê a si como dádiva.
Me pergunto se há
algo novo;
algo além da lágrima.
Encontro resposta no bater das asas de aves que,
ao transitarem desavisadas,
não reconhecem que a vida é mais do que se espera.
Quase sempre,
para enganar-se,
a mente se esmera.
No horizonte se escuta um frisson pausado...
do existir
silencioso de vidas que vêm e vão.
Vidas que nem sempre têm.
Mas vidas que sempre estão.
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