multiforme
inquieta e acalentadora
arrebatadora
masculina, feminina e muito mais que apenas isso
nas sístoles e diástoles do seu pujante pulsar
banhada em gotas de suor
e encharcada por sorrisos e suspiros.
colorida pela miríade de desenhos corporais satisfeitos
invulnerável, como desejos palpáveis - também frágil
carente de cuidados eternos
uma odisseia inebriante, letárgica.
incapturável, indefinível... move-se lenta e fatalmente, quando e onde quer
porque ela é livre!
ainda que sejam muitos os que tentem
jamais se dobra aos mandos e desmandos arbitrários e autoritários.
quem seria ela, senão o amor?
ela, vestida das chamas rebeldes da resistência
quebranta as rédeas ditatoriais da imposição
cria caminhos por entre os escombros e brilha!
brilha até cegar os prepotentes, que caem - impotentes!
ela, ela! a quem conhecemos por amor!
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
sábado, 4 de julho de 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)
feixe de luz
se em um traço curvado a lua se destaca como marca indelével de beleza estática e estética também tu te desvelas em cada abrir e fechar dos...
-
no tumulto da escrita de si tinta se confunde com sangue e resta escrava do impulso mais primal o de evitar não ser como a busca pulsante pe...
-
ando tão distante de ti nas voltas que o teu corpo me dá escrevo cartas com tudo de mim que se extraviam nos becos escuros e estreitos ...
-
com você nasço, me desfaço, morro e renasço; quiseram meus olhos, toda vez abrirem-se para encontrar os teus! que tal fazermos dos teus...
Nenhum comentário:
Postar um comentário