abriram-se as cortinas e entrou a luz do sol
o teu amor é meu
tapando os buracos de meu peito mal tratado
o meu amor é teu
nas noites boêmias, procuro teu rosto nas ruas
enxergo, de longe, a sombra da bossa que trazes
me dizes que és livre e, livre, te pões a sambar
confessas que teu amor está dado, pra quem quiser pegar
me pego pensando que quero pra sempre
viver as carícias e afetos que tenho pra dar
teus olhos me explicaram e quando entendi o meu corpo tremeu
o teu amor é teu
achei que não poderia viver com as agruras
de perder o amor que pensei existir só pra mim
mas percebo a leve lição que me ensinas
o meu amor é meu, e vai ser sempre assim
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
sexta-feira, 29 de maio de 2020
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