Duas são estradas do drama da vida.
A elas chamo riso e choro.
O choro é a alma quebrantada.
O riso é a quebra do decoro.
O riso se apoia no grotesco.
O choro se purifica no sublime.
O choro é a rosa que deprime.
O riso, o girassol mais pitoresco.
O riso é profano,
É dado, é vulgar.
O riso se entrega fácil,
Em todo canto se pode achar.
O choro é dono de si.
O choro a todas as vozes entorta.
Altivo, não se mostra.
Só dá as caras quando importa.
Não há expurgo em quem não põe-se a chorar.
Não vê o belo, pelas lentes lacrimosas.
Não se liberta das regras tão maldosas,
quem não gargalha sem ter medo de errar.
São duas as estradas do drama da vida:
O choro e o riso.
Não se vive neste mundo sem sorriso,
nem sem choro ou sem lágrima vertida.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
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