Tive dois amores na vida, e os dois me mostraram a dor. Sinto amor pelos dois e dos dois. Um me amou do jeito DELE. O outro me amou do JEITO dele. E as diferenças de entonação mudam totalmente a regra do jogo. A única semelhança é a dor.
Mas a pedra cantada é que o amor não termina. E poucas coisas são tão fúnebres quanto a imortalidade do amor. E, por isso, o amor dói.
O mais engraçado é que eu não quero mudar nenhum dos dois amores. Histórias (fodas)! Eu, sim, queria ter tido mais. Naquela época e hoje. Das duas. Mas que tem a vida a ver com o que eu quero?
Talvez as duas permaneçam e voltem. Talvez as duas tenham encontrado o invariável fim que o tempo a tudo impõe. Não se pode materializar o eterno. De eterno, só o amor. A crueldade da eternidade é, justamente, o tempo, que passa. E a permanência do amor. Com dor.
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