ah, diabos! eu não quero te dividir com ninguém!
volte agora mesmo pra mim
como ousas ter vida própria?
como ousas seguir adiante?
que disparate a tua intrepidez!
então quer dizer que eu não sou a tua vida?
de onde tiras tamanha altivez?
que presença desinibida!
não gosto nada dessa ideia!
não encontro panacéia
para o despudor de, além de mim, seres feliz.
mas, também, pudera!
que desatino meu!
não percebi que em ti se fizera
a morada dos encantos, luz que dissipa todo breu!
de verdade, só podia estar louco!
como não haveria de ser assim?
tens consciência do que dizes, poeta insano?
me fazes rir, e não pouco!
perdão, meu amor. és muito mais sem mim!
vives um milênio em um ano.
teria mesmo sorte se voltasses para meu velho abrigo
abandonando ao desalento teus outros caminhos
cultivando minha flor, mesmo com seus espinhos
com os quais, por vezes, eu mesmo brigo.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
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