A cidade se move
Se dissolve
Impassível
não se comove
Os sonhos são números
O trabalho, a arte, os amores...
...números
Coisas, apropriadas
Cercadas por muros
Impuros
Joelhos e pescoços se tocam
Forca
Até quando?
Repressão
Ódio
Ambição
...Números
A frieza impera
Pra quem?
O choro ressoa
Eram filho de quem?
Até quando?
Foguetes e balas perdidas
Guardas-chuvas e fuzis
Oitenta tiros por engano
Até quando?
Empregadas e elevadores
Até quando?
Por que sempre com que carrega
na pele a cor?
Que dor!
Por que tamanho rancor?
Não somos todos filhos do mesmo senhor?
Até quando?
Nenhum comentário:
Postar um comentário