a felicidade correu pelas ruas e foi atropelada!
uma risada horrorosa do cosmos
as luzes se acendem e apagam
como em indecente dança
os ritos mais sombrios, em praça pública
o pudor se desacorrentou. fugiu!
nefastos tempos de impureza de corações
gritos calados
mitos alçados
fogueiras, para alquimistas e seus feitiços
os rancores recônditos
o desespero mais íntimo
no âmago da cena está o funesto rei
os súditos, parte assombrada, parte eufórica
observam atentos a leitura das partes
“ah! malditos”
ecoa o grito - vem do calabouço
o tilintar das armas e armaduras
nada escapa ao reino sombrio da ignorância
os que se pensam inatingíveis
os que sempre impassíveis
os que apenas olhavam
os que, incansáveis, trabalhavam
todos!
todos experimentaram o mesmo fim
nada escapa ao reino sombrio da ignorância
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