quinta-feira, 12 de abril de 2018

Quão real é o abstrato?

um lustre.
a fumaça, que, escapando, realça os traços da luz.
as palavras, que, outrora não ditas, hoje permeiam os assuntos mais delongados.
é isto que se observa, de uma sacada qualquer, no nono andar.

uma sala.
no sofá, que serve de palco ao segundo ato.
ao fundo, a melodia real amalgamada aos suspiros.
nada do que se passa se confunde com o desacertado.

um quarto.
prometo que fazemos do seu jeito. com jeito. sem jeito.
intenso e exacerbado. com mãos precisas e bocas molhadas. safado.
transpirando o desejo, ecoa-se o sentimento: paramos aqui?

a manhã.
questões inacabadas e pensamento furtivo.
de um lado a beleza do que aconteceu, outra vez, há minutos.
de outro a incerteza de uma realidade confusa e, quem sabe, impossível. 

até mais. que se sucederá então?

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