teus olhos, teus ouvidos,
um segundo de total privação dos sentidos.
à luz fraca da sacada
fecha os olhos, me beija e mais nada.
devo ir? devo ficar?
quantos minutos até ele chegar?
não sei se suporto todo esse sentir,
me devora a ideia de ter que te dividir.
cada gota do teu sorriso me fascina.
me é impossível. me domina.
queria ir embora só pela manhã.
mas nunca mais nos veremos. pelo menos até amanhã.
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
terça-feira, 17 de abril de 2018
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