Ó minh’alma triste, que almeja o amor ao olhar os pássaros em seus ninhos.
Pensas tu que o alcançarás, ainda que todo o natural e o forjado apontem a outros lados?
E, ainda que o alcances, teria o gosto de mel do que inspiras viver agora, mas te vês privada?
Ou do fel de um sombrio e sombreante sentimento que marginaliza os dias do porvir?
“Encontrei o amor!”, bradou o incauto, que não o percebeu escapar entre seus dedos.
Lhe sobraram os medos de não amar outra vez.
“Tolice”, diz o cético. quem sabe por nunca ter sentido os arrepios que só o amor vem a causar.
Quem sabe por um lapso de verdade estonteante que o atingira.
Pois passam-se as horas, e não ouço palavras tuas.
Passam-se os dias, e não alcançam-me teus afagos.
É isto! Não… mas fora, um dia.
Por isso não vejo saída.
O amor, como o vento, vem e vai. Quem o pode evitar, sem que por sua força seja arrastado?
Ou quem o pode dominar, sem antes ser dominado?
Tempo é domínio; usado para o que se tem fascínio, mesmo que quando menino. Por isso é no ônibus, entre a ilha e o continente, que escrevo sobre o que me faz contente.
sexta-feira, 20 de abril de 2018
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