sexta-feira, 28 de agosto de 2020

soneto do homem comum


já andei por alguns jardins no mundo
senti em meu rosto a mansa brisa
o toque da flor que suaviza
como o dos teus dedos nos meus eu confundo.

seja deitado, nu, em minha cama
ou pilotando os ventos, em mim abraçado
cada gesto do teu corpo proclama
tua liberdade, de perfume imaculado

dos amores, só me lembro do teu
das cantigas, só me importa a tua
cantada por ciganos, sob a lua

dos perigos, não me lembro - nenhum
és a rima do poema meu
tornas poeta este homem comum

p/ o homem-inspiração, todos os dias,
d. luiz miranda

Nenhum comentário:

Postar um comentário

feixe de luz

se em um traço curvado a lua se destaca como marca indelével de beleza  estática e estética também tu te desvelas em cada abrir e fechar dos...