bem quando julguei que sabia,
fui atingido outra vez pelo avesso da razão
sutil momento em que toma conta o coração
e comanda o raciocínio à revelia
se não há sombra de memória em tua casa
nem na praia, praça ou orla
no campo, na estrada
na ilha, na beirada
arquibancada
se não há sombra de memória em teu interior
me submeto então à sorte desalmada que me apunhala, sorridente ante meu sofrimento
me calo e espero momento de renascer
mas se há ainda em teu suspiro abrigo contra o relento
resto de afeto, alento
aceito de peito aberto o teu passo
e peço que concedas qualquer traço
gota que for do gosto de teu sentimento.
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